A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma sessão solene na tarde de 11 de agosto de 2026 para celebrar os 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, mas o evento se limitou a formalidades sem apresentar medidas concretas para fortalecer a instituição.
Autoridades repetem elogios sem novos compromissos
Deputados como Wellington Luiz, do MDB, e Ricardo Vale, do PT, ocuparam a mesa diretora ao lado de professor José Carlos Rodrigues, dos conselheiros Reginaldo Veras e Robério Negreiros, além de pesquisadores e servidores do IHGDF. Eles entregaram moções de louvor e diplomas de honra ao mérito, enquanto o Coral do instituto apresentou repertório histórico. Ainda assim, a cerimônia não abordou a falta de recursos que afeta a preservação da memória do Distrito Federal.
O Instituto Histórico e Geográfico do DF é uma instituição centenária que contribui de forma decisiva para a preservação da nossa memória. São 62 anos de dedicação à pesquisa, à documentação e à difusão da história do nosso Distrito Federal. Esta Casa Legislativa tem o dever de reconhecer e valorizar esse trabalho
deputado Wellington Luiz
Reconhecimento simbólico contrasta com desafios reais
O deputado Ricardo Vale também destacou o papel do IHGDF como guardião da história, mas as falas se repetiram em tom protocolar. A sessão ocorreu na própria CLDF e reuniu colaboradores e servidores, sem que propostas de aumento de verbas ou estrutura fossem mencionadas. Pesquisadores presentes observaram que homenagens pontuais não substituem políticas públicas consistentes para a área cultural.
Apesar da presença de autoridades e da entrega de títulos, o ato reforçou a sensação de que o Distrito Federal ainda trata a preservação histórica como prioridade secundária. O IHGDF continua seu trabalho de documentação e difusão, mas depende de iniciativas mais efetivas além de sessões solenes.