A XP discute sua entrada no consórcio de bancos que participará do resgate do BRB, após prejuízos acumulados com a compra de carteiras de crédito sem lastro do Master. As negociações envolvem o Banco do Brasil, Itaú, BTG e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com expectativa de um empréstimo de cerca de R$ 6,6 bilhões ao governo do Distrito Federal até o fim de junho de 2026.
Prejuízos com carteiras do Master motivam socorro
O BRB registrou perdas significativas após adquirir ativos problemáticos da instituição Master, o que acelerou a necessidade de um apoio coordenado. O Banco do Brasil atua como protagonista na articulação do grupo, enquanto a XP foi convidada a integrar o esforço por ter distribuído CDBs da mesma origem. O novo plano de negócios do BRB será apresentado até 30 de junho para alinhar as condições do resgate.
Operação com garantias do FPE e FPM avança
O FGC concederá o financiamento ao Distrito Federal, e o consórcio de bancos oferecerá fiança em contrapartida aos recursos do Fundo de Participação dos Estados e Municípios. Trata-se de uma estrutura inédita, sem aval da União, que recebe nota máxima de crédito e não exige provisionamento adicional de capital. A operação deve ser concluída rapidamente devido ao consenso sobre a urgência do desembolso.
Executivos destacam impacto e segurança da transação
Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, alertou que eventos dessa magnitude geram custos para a sociedade no preço de novos empréstimos e investimentos. Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, ressaltou o protagonismo do Banco do Brasil e a solidez da garantia oferecida pelos bancos participantes.
Um evento dessa magnitude, no final do dia, acaba gerando um impacto para a sociedade no custo, no custo de captação de novos empréstimos, no preço dos investimentos. Essa conta vai ser paga. Esse dinheiro ‘desaparece’ mas sai de outro lugar depois
Milton Maluhy Filho