O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Fábio Magro, dono do Grupo Refit, na Difusão Vermelha da Interpol. A decisão atende a pedido da Polícia Federal e busca localizar o empresário para eventual extradição. Magro descumpriu medidas cautelares anteriores e é alvo de investigações por crimes financeiros.
Contexto da operação valsa
A medida está ligada à Operação Valsa, deflagrada em 2024, que apura irregularidades envolvendo o envio de recursos ao exterior. As autoridades brasileiras alegam que o empresário utilizou empresas de fachada para ocultar bens e evitar o pagamento de impostos. Desde então, Magro não cumpriu as restrições impostas pela Justiça.
Acusações de ocultação patrimonial
Entre as acusações estão ocultação patrimonial, dissimulação de bens e a venda de um jatinho avaliado em R$ 25 milhões para uma empresa offshore sem declaração adequada. A Polícia Federal sustenta que essas práticas configuram tentativa de burlar o sistema tributário nacional. A inclusão na lista da Interpol amplia o alcance das buscas além das fronteiras brasileiras.
As autoridades continuam a monitorar os desdobramentos do caso e reforçam a cooperação internacional para garantir o cumprimento das ordens judiciais. O processo segue em sigilo no Supremo Tribunal Federal.