A greve dos rodoviários do Distrito Federal foi confirmada para começar nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, depois que os trabalhadores rejeitaram em assembleia a proposta salarial apresentada pelas empresas do setor. A paralisação, aprovada pela categoria, ocorre em meio a negociações que não avançaram e coincide com o período pré-eleitoral no qual a governadora Celina Leão, do PP e candidata à reeleição, atribui motivação política à iniciativa, considerando os vínculos do sindicato com a CUT e o PT.
Desenvolvimento das negociações salariais
Os rodoviários do Distrito Federal deliberaram pela paralisação após a recusa da oferta salarial apresentada pelas empresas. A decisão foi tomada em assembleia realizada no dia anterior ao início previsto da greve, conforme informações da direção sindical. O Governo do Distrito Federal anunciou que recorrerá à Justiça para assegurar a circulação de ônibus durante o período de paralisação, com o objetivo de minimizar prejuízos à população que depende do transporte coletivo.
Posição do governo do distrito federal
A governadora Celina Leão afirmou que não aceitará o uso do trabalhador do DF como instrumento de disputa política, conforme declaração registrada no contexto das negociações. A administração distrital sustenta que as reivindicações salariais não justificam a interrupção do serviço e busca na Justiça medidas para garantir a operação mínima dos ônibus. Até o momento, não há registro de acordo entre as partes envolvidas.
Não aceitaremos que o trabalhador do DF seja usado como instrumento de disputa política
Celina Leão
A categoria, representada por sindicato filiado à CUT, mantém a posição de que a proposta rejeitada não atende às demandas apresentadas durante o processo de negociação. O governo, por sua vez, reitera que as conversas foram conduzidas de forma regular e que eventuais impasses devem ser resolvidos pelos canais institucionais disponíveis, sem prejuízo ao atendimento da população.