O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás determinou a notificação de diversos usuários de WhatsApp e redes sociais para que parem imediatamente de compartilhar montagens caluniosas contra o candidato a deputado estadual Cristóvão Tormin, com multas que podem chegar a R$ 25 mil em caso de descumprimento.
As intimações, iniciadas em 2 de setembro de 2026, alcançam pessoas identificadas como Rogerinho e Karine Santana Dorea, além de outros perfis suspeitos de integrar um esquema organizado para prejudicar a imagem do candidato nas cidades de Águas Lindas de Goiás, Cabeceiras, Cocalzinho de Goiás, Formosa, Mimoso de Goiás, Padre Bernardo e Planaltina.
Justiça eleitoral age contra montagens mentirosas
A equipe jurídica de Cristóvão Tormin apresentou provas à Justiça Eleitoral, que concluiu tratar-se de inverdades criadas para denegrir o nome do candidato junto ao eleitorado. O desembargador José Godinho Filho, relator do caso, reforçou que a proteção à liberdade de expressão não se estende a afirmações sabidamente falsas capazes de comprometer a honra de candidatos.
A liberdade de manifestação do pensamento na internet ocupa posição de especial relevo no debate eleitoral e deve ser amplamente assegurada. Essa proteção, contudo, não alcança manifestações que, mediante afirmações sabidamente inverídicas ou informações gravemente descontextualizadas, ultrapassem os limites da crítica política e sejam capazes de comprometer a honra ou a imagem de candidatas e candidatos
José Godinho Filho, desembargador eleitoral e relator do caso no TRE-GO
Rogerinho alegou em áudio que se tratava apenas de uma brincadeira e que não produziu o material, mas a Justiça esclareceu que tanto a criação quanto o compartilhamento de conteúdo calunioso geram responsabilidade, independentemente de intenções declaradas.
Alerta sobre fake news em período eleitoral
Karine Santana Dorea e os demais usuários notificados ainda não responderam oficialmente até o fechamento desta reportagem. O caso evidencia que a circulação de informações falsas em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp pode resultar em processos e penalidades financeiras significativas durante a campanha.
O TRE-GO reforça a importância de verificar a veracidade de conteúdos antes de repassá-los, pois a disseminação de mentiras com objetivo político organizado viola as regras eleitorais e expõe os envolvidos a sanções concretas.