Dados alarmantes do LesboCenso foram apresentados na tarde de quinta-feira, 28 de agosto de 2026, à Comissão de Direitos Humanos da CLDF, em Brasília, e revelam altos índices de lesbofobia e violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e dissidentes no Distrito Federal.
Violência persistente exposta pela pesquisa
A Associação Lesbofeminista do Distrito Federal (ALeDF) coordenou a coleta de respostas de 13.158 mulheres entre maio e julho de 2024, e os resultados entregues às deputadas Dayse Amarilio (PSB) e Luma Andriani, além do deputado Fábio Felix (PSOL), mostram uma realidade cruel de agressões físicas, psicológicas e institucionais que continuam a marcar a vida dessa população.
Reivindicações por políticas públicas urgentes
Os números reforçam a necessidade de ações concretas por parte do Estado, mas também evidenciam a lentidão histórica no enfrentamento da lesbofobia, deixando milhares de mulheres expostas a riscos diários sem proteção efetiva.
O LesboCenso é um instrumento fundamental para que o Estado compreenda a gravidade da lesbofobia no país e possa atuar de forma efetiva na proteção e promoção dos direitos das mulheres lésbicas, bissexuais e dissidentes
Luma Andriani
Autoridades presentes destacaram que esses dados devem subsidiar imediatamente a formulação de políticas públicas, incluindo educação e capacitação de agentes, para reduzir o impacto da violência.
Esses números nos mostram que a lesbofobia é uma realidade cruel que precisa ser enfrentada com políticas públicas concretas, com educação, capacitação de agentes públicos e garantia de direitos
Fábio Felix
Vamos transformar esses números em ações concretas. A Comissão de Direitos Humanos está à disposição para construir, junto com as entidades, um plano de enfrentamento à lesbofobia
Dayse Amarilio