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Advogado denuncia plano de criminoso para tomar controle de igreja em Goiânia

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O advogado Leandro Silva denunciou publicamente que Wellington Salvino Silva, já condenado por integrar uma organização criminosa responsável por fraudes eletrônicas que movimentaram mais de R$ 12 milhões, estaria tentando assumir o controle da Igreja Tabernáculo da Fé em Goiânia. Segundo as alegações apresentadas durante uma reunião na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, Wellington teria criado um site para publicar acusações contra os pastores da direção da instituição, com o objetivo de gerar insatisfação entre os fiéis e enfraquecer a liderança atual.

Leandro Silva afirmou que dispõe de documentos, áudios e vídeos que sustentam a denúncia, e classificou as acusações veiculadas no site como falsas. O advogado sustenta que a iniciativa faria parte de um plano para desgastar os dirigentes e, posteriormente, assumir o comando da igreja, possivelmente para fins de lavagem de dinheiro. Todas as informações foram originalmente apuradas e publicadas pelo portal Goiás 24 Horas.

Detalhes da suposta estratégia

De acordo com Leandro Silva, a tentativa de tomada de controle seria conduzida por meio da divulgação de conteúdo difamatório em uma plataforma digital criada especificamente para esse fim. O advogado alega que o material publicado busca alimentar descontentamento entre os fiéis e minar a credibilidade dos pastores atuais. Ele enfatiza que as ações não têm fundamento e representam uma manobra para desestabilizar a instituição religiosa.

A Polícia Civil do Distrito Federal já havia investigado Wellington Salvino Silva em operações anteriores, mas a denúncia atual concentra-se exclusivamente na suposta interferência na Igreja Tabernáculo da Fé. Até o momento, não há confirmação oficial de que o site tenha produzido os efeitos pretendidos entre os membros da congregação.

Histórico judicial e contexto das fraudes

Conforme reportagem do Metrópoles citada pelo portal Goiás 24 Horas, Wellington Salvino Silva foi condenado a quase 11 anos de prisão por participação em organização criminosa que atuou entre 2016 e 2019. O grupo criava perfis falsos com nomes e CPFs fictícios para anunciar produtos em plataformas de comércio eletrônico, direcionando os pagamentos para contas controladas pelos integrantes.

Segundo a Justiça, conforme reportagem do Metrópoles, Wellington integrava uma organização criminosa que atuou entre 2016 e 2019 e movimentou mais de R$ 12 milhões.

Portal Goiás 24 Horas

A Operação E-Commerce, deflagrada em 2018 pela Polícia Civil do Distrito Federal, identificou ao menos 83 fraudes envolvendo vendas pela internet, praticadas por um grupo de pelo menos 13 pessoas. Os crimes incluíam estelionato, receptação, lavagem de dinheiro, crimes eletrônicos e organização criminosa. Wellington era sócio de uma loja utilizada para armazenar e comercializar produtos obtidos de forma ilegal.

O advogado Leandro Silva relaciona o histórico criminal de Wellington à suposta motivação para controlar a igreja, alegando que a instituição poderia servir como veículo para operações de lavagem de dinheiro. Todas as afirmações são apresentadas como alegações do denunciante, sem confirmação judicial adicional no momento da publicação.

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