A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na segunda-feira o projeto de lei que cria a Tarifa Zero Estudantil no transporte coletivo, mas a medida ainda depende de sanção do governador Ibaneis Rocha e de regulamentação que pode atrasar o benefício para muitos jovens.
Aprovação na câmara e limitações iniciais
O deputado Ricardo Vale (PT) conduziu a votação na CLDF, onde o texto passou com apoio majoritário. A implementação ocorrerá de forma gradual, priorizando estudantes da rede pública, enquanto alunos da rede privada aguardam critérios que ainda serão definidos. Essa abordagem lenta gera preocupação entre famílias que enfrentam gastos elevados com deslocamento diário.
Reações de representantes estudantis
Essa é uma conquista histórica para os estudantes do Distrito Federal. A tarifa zero estudantil vai aliviar o orçamento das famílias e garantir que nenhum jovem deixe de estudar por falta de condições para se locomover.
Ricardo Vale
Maria Eduarda, presidente do DCE-UnB, destacou que muitos estudantes desembolsam mais de R$ 200 mensais apenas com transporte. Apesar das falas otimistas, a implementação parcial pode deixar parte da demanda sem atendimento imediato.
Desafios para democratizar o acesso
O objetivo declarado é reduzir a evasão escolar causada por dificuldades de locomoção, porém a dependência de regulamentação posterior e da sanção do governador mantêm incerteza sobre prazos reais. Estudantes da rede privada, em particular, seguem sem previsão clara de inclusão, o que limita o alcance da proposta aprovada.