No Distrito Federal, o comerciante Francisco Evaldo de Moura, de 56 anos, enfrentará o Tribunal do Júri de Samambaia em 21 de maio de 2026, acusado de assassinar o empresário Adriano de Jesus, de 50 anos. O crime ocorreu em 6 de fevereiro de 2025, na Quadra 408 da região administrativa de Samambaia, motivado por uma disputa de vaga de estacionamento pública. A denúncia classifica o ato como homicídio qualificado por motivo fútil, e o julgamento será conduzido por sete jurados da comunidade.
Detalhes do confronto
O incidente começou quando Moura e Jesus discutiram por uma vaga de estacionamento. Segundo relatos, o réu sacou uma arma de fogo, perseguiu a vítima e disparou quatro tiros pelas costas – dois no pescoço e dois no tórax. Adriano de Jesus morreu no local, e Moura fugiu, sendo preso posteriormente pelas autoridades.
A viúva da vítima, Elaine Ferreira, de 59 anos, presenciou o ocorrido e descreveu o momento como traumático. Seu filho, Gabriel Ferreira, também está envolvido no processo, buscando justiça para o pai. A família enfatiza que o crime destruiu uma parceria de vida e trabalho.
Depoimentos e expectativas
Eu vivi cada segundo daquele horror. Vi o assassino entrar na minha casa, vi o desespero do Adriano correndo e vi ele atirar pelas costas, sem dar qualquer chance de defesa
Elaine Ferreira
Ele não era só meu marido, era meu companheiro em tudo, no trabalho e na vida. Espero que o responsável pague pelo que fez com a pena máxima. Nada o trará de volta, mas a justiça precisa ser feita
Elaine Ferreira
O advogado Marcos Akaoni, que representa a família, destaca a gravidade do caso. Ele acredita que as circunstâncias podem levar a uma pena elevada.
O primeiro passo é a condenação pelo júri popular, composto por sete pessoas da comunidade. Devido às circunstâncias narradas na denúncia e na sentença de pronúncia, a dosimetria da pena pode se aproximar dos 30 anos
Marcos Akaoni
Impacto na comunidade
A disputa por vaga de estacionamento, considerada fútil, chocou a região de Samambaia e levanta debates sobre violência urbana. O julgamento em 21 de maio de 2026 pode servir como precedente para casos semelhantes no Distrito Federal. Enquanto a família busca closure, a defesa de Moura ainda não se pronunciou publicamente sobre o processo.