As obras de restauração na Praça dos Três Poderes, em Brasília, tiveram início em novembro deste ano, com a primeira etapa prevista para conclusão em 2026. O projeto abrange a modernização das estruturas, a recuperação e a valorização do espaço, financiado por recursos da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da Lei Rouanet, totalizando R$ 34.786.361,41. Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial Cultural e área tombada, a praça terá as intervenções supervisionadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), garantindo a preservação de seu valor histórico e arquitetônico.
Entre as principais ações previstas, destacam-se a recuperação completa dos pisos e estruturas comprometidas, o restauro de obras de arte e monumentos, a revitalização de espaços culturais, a modernização da iluminação da praça e dos monumentos, além de melhorias na acessibilidade, sinalização visual e turística, instalação de câmeras de segurança e sistemas de drenagem. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) mencionou a inclusão de vidros blindados no projeto, embora detalhes sobre os locais de instalação ainda estejam pendentes de confirmação.
O escopo também engloba a implantação de sonorização e climatização no Espaço Lúcio Costa, suportes para câmeras de segurança, prevenção contra incêndios nos espaços culturais e o restauro específico de esculturas como “A Pomba”, de Marianne Peretti; “Marco Brasília”, de Oscar Niemeyer; “Os Guerreiros”, conhecida como “Dois Candangos”, de Bruno Giorgi; além das hermas de Israel Pinheiro, de Honório Peçanha; de Tiradentes, de Bruno Giorgi; de Juscelino Kubitschek, de Honório Peçanha; e do Pombal. A revitalização abrange ainda o Museu da Cidade e o Espaço Lúcio Costa, visando fortalecer a segurança e o apelo turístico do local emblemático da capital federal.