Inicial Política Haddad viaja da COP30 para homenagear Paulo Frateschi em velório marcado por comoção
Política

Haddad viaja da COP30 para homenagear Paulo Frateschi em velório marcado por comoção

252

O ex-deputado Paulo Frateschi, figura histórica do PT, está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) desde a manhã desta sexta-feira (7), após sua morte na quinta-feira (6) em consequência de uma agressão a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, em sua residência no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista. Familiares, amigos e políticos compareceram para prestar homenagens, destacando a trajetória do ex-parlamentar na luta pela redemocratização do Brasil. Entre os presentes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, interrompeu sua agenda na COP30, em Belém, para se deslocar até São Paulo e recordar a amizade de mais de 40 anos com Frateschi. Emocionado, Haddad o descreveu como uma pessoa excepcional, generosa e determinada, que superou provações trágicas e contribuiu para movimentos como a campanha das Diretas Já. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impossibilitado de comparecer, enviou uma mensagem lida pelo irmão de Paulo, o ator Celso Frateschi.

Outros políticos marcaram presença no velório, incluindo Ivan Valente, José Dirceu, José Genoíno, Rui Falcão, Adriano Diogo, Eduardo Suplicy e o escritor Fernando Morais. O presidente do PT, Edinho Silva, elogiou a liderança de Frateschi na construção de um Brasil mais justo, destacando sua dedicação à democracia e ao partido. Frateschi, preso e torturado durante a ditadura militar em 1969, foi um dos fundadores do PT, eleito deputado estadual entre 1983 e 1987, e ocupou cargos como presidente estadual do partido e secretário municipal nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad. Às 14h, um cortejo saiu da Alesp rumo ao Cemitério Memorial Parque Jaraguá, com sepultamento previsto para as 15h30. O ex-deputado deixou a esposa Yolanda Maux Vianna, filhas, netos e irmãos.

A filha mais velha, Yara, defendeu o irmão Francisco em entrevista, afirmando que ele sofre de problemas psíquicos e não tinha consciência do ato, resultado de traumas passados, incluindo a perda de dois irmãos em acidentes e um acidente pessoal. Ela o descreveu como uma pessoa afetuosa e alegre, enfatizando que se trata de uma doença e não de um ato monstruoso, embora a família esteja em profunda dor. A tragédia familiar não ofusca o legado de Frateschi como guerreiro pela democracia brasileira, conforme ressaltado por Yara.

Conteúdos relacionados

Canteiro de obras inacabado em Brasília, simbolizando projetos pendentes no GDF
Distrito FederalEconomiaPolítica

Candidatos ao GDF defendem segurança jurídica e fim das obras inacabadas

No dia 15 de setembro de 2026, seis candidatos ao governo do...

Imagem capturada do perfil de Karine Santana
BrasilPolítica

Procuradoria Eleitoral rejeita defesa e pede multa por fake news contra Cristóvão Tormin

A Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás rejeitou as alegações de defesa de...

Fachada da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foto: Agência CLDF
Política

Presidente do PV no DF cobra fim da submissão da Câmara ao Buriti

O presidente regional do Partido Verde no Distrito Federal, Eduardo Brandão, defendeu...

Entrada de hospital em Brasília com tons frios, simbolizando internação familiar
Distrito FederalPolítica

Celina Leão suspende agenda de campanha após internação da mãe

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP),...