O governador Ibaneis Rocha sancionou em 21 de julho de 2026 uma lei que altera a Lei Complementar nº 955 e desburocratiza a aprovação de armazéns, silos e galpões na macrozona rural do Distrito Federal. A medida, defendida pelo deputado Roosevelt Vilela e por grandes produtores, promete reduzir custos logísticos, mas chega após anos de reclamações sobre entraves que já prejudicavam o escoamento da produção local.
Reforma que expõe falhas antigas da gestão
A nova norma inclui projetos de organização logística no rol de empreendimentos com análise simplificada, o que, na prática, reduz exigências para estruturas de transporte e armazenamento. Embora o texto oficial cite o objetivo de aumentar a competitividade, críticos apontam que a pressa em flexibilizar regras pode deixar de lado salvaguardas ambientais e de segurança que sempre foram exigidas de pequenos agricultores.
Produtores questionam quem realmente ganha
Deputados e representantes do setor rural afirmam que a mudança vai estimular investimentos, porém muitos pequenos produtores relatam que a burocracia anterior já havia afastado financiamentos e que a nova lei beneficia principalmente grandes operações. O foco negativo recai sobre a ausência de mecanismos claros para garantir que a redução de custos chegue efetivamente a quem mais precisa no campo do Distrito Federal.
Essa lei é fundamental para modernizar a infraestrutura rural do DF. Muitos produtores enfrentavam dificuldades para aprovar armazéns e estruturas de escoamento. Agora, com regras claras e desburocratizadas, vamos estimular o investimento e fortalecer toda a cadeia produtiva rural
Roosevelt Vilela
No fim, a sanção reforça um padrão de respostas tardias a problemas estruturais acumulados, deixando dúvidas sobre a real capacidade da legislação de transformar o cenário logístico rural sem gerar novos desequilíbrios entre os diferentes perfis de produtores do DF.