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Nova lei do DF obriga câmeras em sessões com deficientes e gera polêmica por privacidade

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Sala de sessões com câmeras de vigilância em prédio público do DF, representando lei sobre privacidade
Sala de sessões com câmeras de vigilância em prédio público do DF, representando lei sobre privacidade

Uma nova lei sancionada no Distrito Federal obriga clínicas e consultórios a instalarem câmeras em todas as sessões clínicas voltadas a pessoas com deficiência, medida que já desperta críticas por aumentar custos operacionais e invadir a privacidade dos atendimentos. A Lei nº 7.033, publicada em 7 de julho de 2026, determina gravação contínua com armazenamento mínimo de 30 dias e qualidade suficiente para identificação, sob pena de multa de 200 salários mínimos revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do DF.

Exigências técnicas e multas elevadas

Consultórios, centros de reabilitação e demais espaços que realizam tratamento ou acompanhamento clínico de pacientes com deficiência no Distrito Federal devem adaptar imediatamente seus ambientes. A obrigatoriedade abrange todos os locais de sessões, sem exceções previstas, e o descumprimento pode gerar sanções financeiras pesadas que impactam especialmente estabelecimentos de menor porte.

Impacto na rotina dos profissionais

Especialistas alertam que a presença constante de câmeras pode inibir o diálogo aberto entre terapeutas e pacientes, comprometendo a qualidade do atendimento e gerando desconforto desnecessário. Além disso, a exigência de armazenamento prolongado demanda investimentos em equipamentos e segurança de dados, sobrecarregando ainda mais o setor de saúde já pressionado por custos elevados.

Aplicação imediata no Distrito Federal

Com vigência instantânea desde a publicação, a norma assinada pelo deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) não prevê período de adaptação, forçando clínicas a cumprirem as regras sem tempo para planejamento adequado. Profissionais da área apontam que a medida, embora voltada à proteção, pode afastar pacientes e reduzir o acesso a tratamentos essenciais no curto prazo.

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