Pacientes com fibromialgia denunciam a ausência de políticas públicas efetivas durante sessão solene marcada para o dia 20 de maio de 2026 na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O encontro, convocado para marcar o Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia, expõe falhas graves no acesso a medicamentos, fisioterapia e atendimento psicológico, apesar das leis que asseguram esses direitos. Representantes de pacientes, familiares e profissionais de saúde alertam para o descaso governamental que agrava o sofrimento de milhares de pessoas no Distrito Federal.
Dificuldades no acesso a tratamentos
Durante a sessão, pacientes relataram problemas recorrentes como a falta de medicamentos na farmácia de alto custo e a ausência de vagas para fisioterapia e acompanhamento psicológico. Crislaine Késia, uma das participantes, destacou que as normas existem, mas não se traduzem em proteção real para quem precisa. A entrega de uma carta com reivindicações aos deputados reforçou o protesto contra a estrutura precária oferecida pelo governo local.
Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas.
Crislaine Késia
Parlamentares cobram implementação de leis
Deputados presentes, como Arlete Chaves e João Cardoso, reconheceram a existência de legislação específica, porém criticaram a falta de vontade política para colocá-la em prática. Eles defenderam a criação de centros de referência e a capacitação de profissionais, enquanto representantes da Secretaria de Saúde do DF ouviram as queixas sem apresentar soluções imediatas. O tom da sessão evidenciou o fosso entre o que prevê a lei e a realidade enfrentada diariamente pelos pacientes.