A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a possível extensão de um esquema de fraude em atestados médicos do Hospital Anchieta, em Taguatinga, para outros hospitais da rede privada e pública. A Operação Falso Negativo, deflagrada em 23 de abril de 2024, resultou na prisão de quatro suspeitos: dois médicos, uma enfermeira e um administrador do hospital. O esquema envolvia a liberação prematura de pacientes em troca de propinas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, colocando a saúde das vítimas em risco.
Detalhes da operação
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão, levando à prisão dos envolvidos. Intermediários abordavam familiares dos pacientes para oferecer atestados falsos de alta prematura. Agora, a Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), sob comando do delegado Anderson Espíndola, analisa documentos, prontuários, e-mails e ouve testemunhas para aprofundar as investigações.
Impacto nas vítimas
Pelo menos 15 pacientes foram vítimas do esquema, com relatos de reinternações em estado crítico após altas forçadas. A fraude não apenas violava protocolos médicos, mas também expunha os pacientes a riscos graves de saúde. A PCDF busca identificar mais vítimas prejudicadas por condutas semelhantes.
Estamos verificando se há ramificações em outros hospitais e se existem mais vítimas que foram prejudicadas por esse tipo de conduta.
Há relatos de pacientes que, após receberem alta forçada, precisaram ser reinternados em estado crítico.
Investigação em andamento
A análise se estende a outros hospitais, cruzando dados para detectar padrões semelhantes de fraude. A investigação, atualizada em 25 de abril de 2024 às 14h30, continua em busca de mais evidências. Autoridades enfatizam a importância de denunciar irregularidades para combater a corrupção no setor de saúde.
Estamos cruzando dados com outros hospitais da rede privada e pública para verificar se há padrões semelhantes.
Consequências e próximos passos
Os suspeitos respondem por fraude e colocação de saúde em risco, com a PCDF determinada a desmantelar qualquer rede maior. Essa operação destaca vulnerabilidades no sistema de saúde do Distrito Federal. Pacientes e familiares são incentivados a relatar suspeitas para auxiliar nas apurações.