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Deputados do PL enfrentam buscas da PF por suspeita de desvio de verbas parlamentares

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A Polícia Federal realizou mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ), em uma investigação sobre desvios de recursos da cota parlamentar. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu a quebra de sigilo bancário dos parlamentares. Na residência funcional de Sóstenes Cavalcante, em Brasília, os agentes encontraram R$ 430 mil em espécie. Os deputados negam irregularidades e afirmam ser vítimas de perseguição política. A operação, batizada de Galho Fraco, apura o uso de empresas de fachada para contratar serviços fictícios ou irregulares de locação de automóveis, com indícios de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), assessores como Itamar de Souza Santana, ligado a Jordy, e Adailton Oliveira, ligado ao PL e a Sóstenes, atuariam como operadores do esquema. A empresa Harue Locação de Veículos recebeu R$ 214 mil de Jordy e R$ 192,4 mil de Sóstenes entre janeiro de 2020 e abril de 2024. Investigações revelaram que a empresa não opera no endereço declarado, possui apenas cinco veículos e envolveu cobranças “por fora” via WhatsApp. Além disso, há suspeitas de “smurfing”, com saques e depósitos fracionados em valores até R$ 9.999,00 para evitar fiscalização. O ministro Dino justificou as medidas com base em relatórios de inteligência financeira e conversas extraídas de celulares, autorizando ainda o compartilhamento de dados com a Receita Federal para procedimentos fiscais.

Essa ação marca um novo estágio de um inquérito iniciado há um ano, na Operação Rent a Car, que inicialmente visou assessores dos deputados. Em coletiva, Sóstenes Cavalcante explicou que o dinheiro encontrado provém da venda de um imóvel e que apresentará documentação para comprovar sua origem lícita. Ele criticou a operação como perseguição a opositores conservadores. Carlos Jordy, em nota e vídeo nas redes sociais, defendeu a empresa como prestadora de serviços a vários parlamentares e questionou a alegação de que seria de fachada por ter poucos veículos. O deputado destacou buscas na casa de seus pais idosos e expressou estranheza por serem alvos enquanto investigam desvios no INSS. A operação encerra uma semana de reveses para o PL, incluindo cassações de mandatos de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro.

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