Inicial Política Senado mantém votação de PL da dosimetria apesar de resistências e riscos de ampliação
Política

Senado mantém votação de PL da dosimetria apesar de resistências e riscos de ampliação

134

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmou para esta quarta-feira a análise do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria no plenário, mesmo com pressões para adiamento. Aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto ainda depende da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde enfrenta forte oposição e possibilidade de pedido de vista, o que poderia postergar a discussão para 2026. Senadores de diversos partidos expressam desconforto com a proposta, vista como politicamente sensível por potencialmente beneficiar condenados por crimes além dos atos golpistas de 8 de Janeiro, incluindo corrupção e exploração sexual. O relator no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), afirmou que o texto atual não tem apoio suficiente na CCJ, ecoando o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), que destacou os impactos em outros tipos penais.

Amin sugeriu três alternativas: um grande acordo para salvar o PL, modificações para eliminar brechas que favorecem corruptos e criminosos, ou sua substituição por um novo projeto no Senado, possivelmente focado em dosimetria ou anistia. Ele tem conversado com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do PL Antifacção, para corrigir incompatibilidades entre os textos, já que o PL da Dosimetria contraria medidas antifacção aprovadas no Senado. O governo Lula avalia que a proposta oferece progressão de regime mais generosa para crimes graves contra a administração pública, saúde pública e o Estado Democrático de Direito, além de abrandar penas para violações sexuais não hediondas. Senadores buscam soluções criativas para remover esses “jabutis” sem devolver o texto à Câmara, com Vieira planejando um voto em separado que poderia iniciar um novo projeto no Senado.

O PL altera regras de progressão de regime, permitindo avanço após um sexto da pena com bom comportamento, e elimina a soma de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, beneficiando condenados como o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos. Apesar das críticas, apoiadores como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) confiam na aprovação com apoio do Centrão, embora temam veto presidencial. Manifestações contra o projeto ocorreram no fim de semana em várias capitais, organizadas por frentes como Povo Sem Medo e Brasil Popular, criticando a redução de penas para envolvidos em atos antidemocráticos. O senador Omar Aziz (PSD-AM) enfatizou que a CCJ fará análise técnica, rejeitando leis para indivíduos específicos.

Conteúdos relacionados

Plenário da Câmara Legislativa do DF durante votação para presidência do IgesDF
Distrito FederalPolítica

Câmara Legislativa aprova Eliane Souza de Abreu para presidência do IgesDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na tarde de terça-feira, a...

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Distrito FederalPolítica

Câmara do DF aprova Tabela SUS Candanga e eleva valores pagos na rede pública

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou em dois turnos o projeto...

Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)
Distrito FederalPolítica

Pacientes com fibromialgia denunciam descaso do GDF em sessão na Câmara Legislativa

Pacientes com fibromialgia denunciam a ausência de políticas públicas efetivas durante sessão...

Sala de escritório na CLDF com computadores e gráficos de monitoramento, em investigação por software não autorizado.
Distrito FederalPolítica

CLDF afasta diretor e investiga software de monitoramento sem autorização em computadores

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) instaurou um processo administrativo para...