O presidente Donald Trump confirmou na noite de quinta-feira (27) a morte da agente da Guarda Nacional Sarah Beckstrom, de 20 anos, baleada no dia anterior perto da Casa Branca, em Washington. O outro soldado ferido, Andrew Wolfe, de 24 anos, permanece internado em estado grave. Os dois estavam posicionados na saída de um metrô movimentado, a duas quadras da residência presidencial, quando foram atacados por volta das 14h15 no horário local. Moradores da capital deixaram flores e bandeiras no local, onde ainda são visíveis marcas do incidente, como buracos de bala, vidros quebrados e vestígios de sangue. Beckstrom e Wolfe integravam a força de segurança na cidade há cerca de três meses.
O atirador, identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, foi baleado por outros agentes e está hospitalizado. Lakanwal, ex-integrante de um grupo paramilitar aliado à CIA durante a guerra no Afeganistão, imigrou para os Estados Unidos em 2021, logo após a retirada das tropas americanas. Ele beneficiou-se de um programa de refúgio criado pelo governo de Joe Biden para afegãos que colaboraram com as forças dos EUA e enfrentam riscos com o retorno do Talibã ao poder. Lakanwal morava perto de Seattle e viajou de carro até Washington para cometer o ataque.
Em resposta ao incidente, Trump suspendeu por tempo indeterminado o processamento de pedidos de imigração de afegãos e determinou novas entrevistas e reavaliações para os cerca de 200 mil afegãos que entraram no país no mesmo período. Mais de 2 mil agentes da Guarda Nacional estão em Washington desde agosto, por decreto de intervenção federal de Trump para combater a violência, medida contestada judicialmente pelo governo local. Disputas semelhantes ocorrem em cidades como Chicago, Memphis e Portland. A Guarda Nacional, força de reserva, pode ser acionada por governadores ou pelo presidente em situações de emergência, desastres ou conflitos.