A COP 30, realizada em Belém (PA), iniciou sua semana decisiva nesta segunda-feira (17) com a chegada de ministros dos países participantes, marcando a etapa mais política da conferência da ONU. A expectativa é que um acordo sobre o texto final seja apresentado até sexta-feira (21). Paralelamente à agenda oficial, o Brasil tem ganhado elogios por uma proposta alternativa conhecida como “mapa do caminho” para o abandono gradual de combustíveis fósseis, medida considerada essencial para conter o aquecimento global. Em conversa com a jornalista Natuza Nery, a repórter Poliana Casemiro, enviada a Belém, explicou os detalhes dessa iniciativa, destacando a estratégia adotada pelos negociadores brasileiros, que dividiram as discussões em blocos para facilitar o avanço.
Poliana Casemiro relatou os pontos mais polêmicos até o momento, incluindo resistências de nações dependentes de combustíveis fósseis. Já Paulo Artaxo, professor da USP e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), analisou como esse mapa pode contribuir para o sucesso da COP 30, enfatizando a necessidade de compromissos concretos para uma transição energética efetiva. Ele pontuou que, para se considerar um avanço real, a conferência deve resultar em metas claras de redução de emissões e substituição de fontes poluentes.
O presidente Lula decidiu retornar a Belém para acompanhar a reta final das negociações, enquanto os negociadores têm apenas cinco dias para debater a substituição de combustíveis fósseis. Comentários como o do chanceler alemão, que mencionou alívio ao deixar a cidade, refletem as tensões do evento, mas o foco permanece nas propostas que podem moldar o futuro climático global.