O caso Jeffrey Epstein, milionário acusado de exploração sexual de adolescentes, ressurgiu na Casa Branca nesta quarta-feira (12), reacendendo controvérsias sobre o presidente Donald Trump. Deputados democratas divulgaram três e-mails atribuídos a Epstein que sugerem que Trump tinha conhecimento das atividades do milionário. Em uma das mensagens, datada de 2011, Epstein menciona que Trump passou horas com uma das garotas envolvidas, o que levanta questionamentos sobre a proximidade entre os dois. Essa revelação ocorre em um momento de tensão política nos Estados Unidos, com o país enfrentando o maior shutdown da história, e tem sido usada pelos democratas para pressionar o governo republicano.
Em resposta à divulgação, congressistas do partido de Trump tornaram públicas 23 mil páginas de documentos relacionados ao caso Epstein, em uma tentativa de contextualizar as alegações. O presidente americano, que sempre negou qualquer envolvimento com as acusações de abuso sexual, classificou os e-mails como uma “farsa” orquestrada pelos democratas para desviar a atenção do fracasso da oposição durante a paralisação governamental. Trump reiterou que não há evidências de sua participação nas atividades de Epstein, descrevendo o episódio como uma manobra política para enfraquecê-lo.
Para analisar o impacto desses e-mails e a relação histórica entre Trump e Epstein, o podcast “O Assunto”, apresentado por Natuza Nery, conversou com Marcelo Lins, comentarista da GloboNews e apresentador do GloboNews Internacional. Lins relembrou a amizade passada entre os dois e discutiu o timing da revelação, que coincide com desafios políticos intensos para o governo. O podcast, produzido pelo g1 e disponível em plataformas de áudio e no YouTube, acumula milhões de downloads desde 2019 e oferece uma visão aprofundada sobre o escândalo.
Adicionalmente, o Partido Democrata divulgou uma suposta carta de Trump a Epstein contendo um desenho de uma mulher nua, o que intensifica as acusações de que o presidente estava ciente das condutas do milionário. Esse conjunto de documentos mantém o caso Epstein como um ponto sensível na trajetória de Trump, influenciando debates sobre ética e transparência no poder executivo americano.