O senador Renan afirmou que eventuais ajustes em propostas fiscais poderão ser realizados por meio de um outro projeto de lei, apresentado de forma paralela. Essa iniciativa visa corrigir aspectos que, de acordo com ele, comprometem a arrecadação do governo. Entre os pontos destacados estão a isenção de lucros distribuídos até o ano de 2028 e o envio de dividendos ao exterior, que seriam alvo de novas regras para garantir uma tributação mais eficaz e equilibrada.
Além disso, a segunda proposta elaborada por Renan inclui a taxação de fintechs e apostas esportivas, ampliando o escopo das medidas fiscais. Essa matéria tramita em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o que significa que pode ser aprovada sem necessidade de votação em plenário, desde que não haja recursos contrários. A expectativa é que o texto seja votado na próxima semana, potencializando debates sobre a reforma tributária em curso no país.
Essa abordagem de projetos paralelos reflete uma estratégia para agilizar correções em temas sensíveis da economia, sem interromper o andamento de discussões mais amplas. Renan enfatiza que tais ajustes são essenciais para evitar perdas na receita pública, promovendo uma distribuição mais justa de encargos fiscais entre diferentes setores. A proposta surge em um momento de intensas negociações no Congresso, onde o equilíbrio entre incentivos econômicos e necessidades arrecadatórias é ponto central.