A Câmara Legislativa do Distrito Federal promoveu na quinta-feira, 18 de junho de 2026, o lançamento do livro “Memórias dos Servidores da CLDF”, obra que reúne 66 depoimentos de servidores aposentados. O evento, realizado no Auditório Deliberativo da Casa, foi comandado pelo presidente Wellington Luiz e pelo diretor de Recursos Humanos, pastor Daniel de Castro, e buscou marcar os 35 anos da instituição. Apesar do tom festivo, a iniciativa expôs a demora em reconhecer publicamente o esforço de quem atuou desde a instalação da CLDF em 1991.
Reconhecimento tardio e de alcance limitado
O livro, disponível em formatos impresso e digital, inclui prefácio e linha do tempo dos 35 anos da CLDF. No entanto, a publicação surge apenas agora, quando muitos servidores já estão aposentados e distantes das decisões institucionais. A ação é vista por observadores como um gesto simbólico que não reverte perdas salariais ou condições de trabalho enfrentadas ao longo das décadas.
Discurso oficial contrasta com realidade prática
Durante o evento, as autoridades defenderam a importância da memória institucional. Wellington Luiz afirmou: “Este livro é uma forma de agradecer e registrar a dedicação de quem construiu a história da CLDF.” Daniel de Castro completou que o material ajuda a preservar histórias para gerações futuras.
Muitos deles atuaram desde o início da CLDF e carregam histórias valiosas. O livro é uma forma de perpetuar essas memórias para as futuras gerações.
Daniel de Castro
Ainda assim, a celebração não aborda problemas atuais como a ausência de políticas efetivas de valorização para o quadro ativo da Casa.