Um estudo divulgado pelo Detran-DF nesta sexta-feira (7) revela que as mulheres representaram apenas 13% dos condutores envolvidos em acidentes fatais no Distrito Federal em 2025, apesar de comporem 42% das habilitadas. No entanto, houve um aumento de 54% nas mortes femininas no trânsito em comparação com 2024. A análise, baseada em 404 condutores identificados em 271 sinistros fatais, destaca 53 mulheres condutoras envolvidas e 51 vítimas fatais do sexo feminino.
Aumento alarmante nas estatísticas
O levantamento do Detran-DF compara os dados de 2025 com os de 2024, mostrando uma tendência preocupante. Enquanto os homens continuam sendo a maioria dos condutores envolvidos nos acidentes fatais, o crescimento nas mortes femininas chama atenção. Em 2025, por exemplo, 12 motociclistas mulheres perderam a vida, contra nenhuma no ano anterior.
Locais de maior incidência
Os acidentes fatais ocorreram principalmente em vias urbanas do Distrito Federal, como a Avenida Recanto das Emas, a Avenida Central do Gama, o Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas e Ceilândia. Além disso, rodovias como a DF-001 (EPCT) e a BR-020 registraram um número significativo de sinistros. Esses locais concentram o maior risco para condutoras e vítimas femininas, segundo o estudo.
Declaração do diretor-geral
Apesar de figurar como minoria entre as vítimas, assusta-nos esse aumento. A mulher sempre foi exemplo de cuidado e respeito às regras de circulação, tanto como condutoras como em outros papéis no trânsito. No último ano, por exemplo, tivemos 12 motociclistas mortas enquanto no ano anterior nenhuma motociclista tinha perdido a vida no trânsito. Esses dados vão nos ajudar a redirecionar nossas ações educativas voltadas para esse público específico.
Marcu Bellini, diretor-geral do Detran-DF, enfatizou a necessidade de ações educativas direcionadas. O estudo visa redirecionar esforços para promover maior segurança no trânsito entre as mulheres. Com esses dados, o órgão planeja campanhas específicas para reduzir os acidentes fatais no DF.