Em entrevista ao Jornal de Brasília publicada nesta segunda-feira (2), o secretário da Família do Distrito Federal e ex-deputado Rodrigo Delmasso defendeu a unificação da direita no DF para as próximas eleições. Ele expressou apoio à reeleição do governador Ibaneis Rocha e à candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado, além de abordar a atuação da Secretaria da Família e a crise do Banco de Brasília (BRB).
Defesa da unificação da centro-direita
Rodrigo Delmasso destacou a importância de evitar a fragmentação no campo da centro-direita para não beneficiar a esquerda nas eleições. Ele mencionou que o cenário está aberto e alertou para o risco de divisão, especialmente na disputa pelo Senado. Políticos como Bia Kicis, Erika Kokay e Leila Barros foram citados no contexto das alianças eleitorais no Distrito Federal.
O cenário está aberto. Meu temor é a fragmentação do campo da centro-direita. Se houver divisão, especialmente para o Senado, corremos o risco de entregar a vaga para a esquerda.
Delmasso enfatizou a necessidade de fortalecer o campo conservador em Brasília para manter a coesão política.
Apoio à reeleição de Ibaneis Rocha
O secretário expressou lealdade ao governador Ibaneis Rocha, defendendo o apoio do partido Republicanos à sua reeleição. Ele argumentou que Ibaneis foi correto com o partido, concedendo espaços importantes no governo do DF. Essa posição visa manter a unidade e evitar disputas internas.
Não falo pelo partido, mas defendo a lealdade. O governador Ibaneis foi muito correto com o Republicanos, dando espaços importantes no governo.
Atuação da Secretaria da Família e crise do BRB
Durante a entrevista no programa JBr Entrevista, Delmasso respondeu sobre a atuação da Secretaria da Família e o uso político de templos religiosos. Ele se posicionou contra a utilização de cultos ou missas para pedir votos, separando a adoração religiosa da política eleitoral.
Precisamos separar as coisas. Sou contra utilizar o culto ou a missa para pedir votos; o cidadão está ali para adorar a Deus.
Além disso, Delmasso abordou a crise do BRB na Câmara Legislativa, defendendo a capitalização do banco para evitar intervenção do Banco Central. Ele cobrou coerência dos deputados para preservar o BRB como patrimônio público do Distrito Federal.
É preciso coerência. Se o deputado defende que o BRB continue sendo um patrimônio público do DF, ele precisa votar a favor da capitalização do banco para evitar uma intervenção do Banco Central.