No dia 18 de fevereiro de 2026, Quarta-Feira de Cinzas, as regras para o ponto facultativo variaram significativamente entre os estados brasileiros e o Distrito Federal. Enquanto alguns suspenderam integralmente o expediente, outros optaram por horários parciais até 12h, 13h ou 14h, afetando principalmente servidores públicos não essenciais. Essa tradição, vinculada ao período de Carnaval, gerou dúvidas entre empregadores e trabalhadores sobre obrigações e direitos.
Definição por decretos e acordos
As determinações para o ponto facultativo na Quarta-Feira de Cinzas dependem de decretos estaduais ou municipais, além de convenções coletivas e acordos individuais entre empregadores e trabalhadores. Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, o expediente pode ser suspenso até horários específicos, permitindo uma transição gradual após as festividades. Essa flexibilidade reflete a tradição cultural do Carnaval, mas não impõe folga obrigatória para todos os setores.
Impacto nos servidores e no setor privado
Servidores públicos não essenciais geralmente se beneficiam da suspensão do expediente, seja integral ou parcial, conforme os decretos vigentes. No setor privado, no entanto, a decisão cabe aos empregadores, que não têm obrigação de conceder folga durante o ponto facultativo. Trabalhadores e empregadores precisam negociar esses termos para evitar conflitos, especialmente em um contexto de recuperação pós-Carnaval.
Opinião de especialista
A advogada Priscila Arraes Reino, especialista em direito trabalhista, esclarece que o ponto facultativo não obriga folgas no setor privado. Ela destaca a importância de acordos claros para preservar os direitos de ambas as partes.
O empregador não tem obrigação de dar folga ao trabalhador durante o ponto facultativo. A suspensão do expediente costuma beneficiar principalmente servidores públicos não essenciais.
E o empregador não pode descontar do salário, porque o trabalhador também tem o direito de se organizar e ter seus compromissos.
Considerações finais
As variações nas regras por estado brasileiro reforçam a necessidade de consulta a decretos locais para planejar o dia seguinte ao Carnaval. Essa prática, enraizada na tradição da Quarta-Feira de Cinzas, equilibra descanso e produtividade. Com o feriado de 2026 já passado, empregadores e trabalhadores podem usar essas lições para futuras celebrações.