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Luziânia completa 279 anos: o que resta para comemorar em meio ao abandono?

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Luziânia, no estado de Goiás, celebra amanhã seus 279 anos de história, mas o aniversário chega envolto em questionamentos e descontentamentos. Um texto que circula pelo WhatsApp, atribuído a José Egídio, uma figura proeminente na cidade conhecida por seu envolvimento com o futebol local como diretor e conselheiro do A.A. Luziânia, além de produtor e apresentador de programas esportivos na Rádio Jornal, pesquisador e autor de livros sobre o esporte, levanta duras críticas à gestão do prefeito Diego Sorgatto. No texto, Egídio questiona “o que comemorar no seu aniversário?”, destacando uma série de falhas que, segundo ele, marcam a administração atual.

Entre os pontos elencados, estão o fechamento da Casa da Cultura, o abandono do Memorial Gelmires Reis e da Praça Raimundo de Araújo Melo, além da perda do Clube Recreativo e Cultural de Luziânia. O texto também menciona o abandono do Estádio Zequinha Roriz, a aprovação de um projeto para cobrança de taxa do lixo, e problemas com a revitalização das praças das Três Bicas e Evangelino Meireles. Outras perdas incluem o Hospital Regional Dr. Eliel Almeida, o fim dos desfiles de 7 de setembro e dos Festivais da MPB de Luziânia, além da deterioração de inúmeros casarões históricos. Egídio ainda aponta o abandono do time de futebol que representa a cidade, sem apoio adequado.

O desabafo de José Egídio vai além, questionando: “Qual a obra de relevância inaugurada? Qual o projeto de relevância aprovado pela Câmara de Vereadores de Luziânia?”. Ele finaliza com um tom de lamento, sugerindo que a classe política deveria pedir “perdão por tudo que venho fazendo você sofrer minha Santa Luzia”, referindo-se à padroeira da cidade. Essas críticas ecoam o sentimento de parte da população, que reclama da falta de obras significativas e de investimentos em áreas essenciais.

Além disso, moradores expressam insatisfação com a precária saúde oferecida à população, a falta de empregos, opções e oportunidades para os jovens, a iluminação urbana deficiente e a ausência de uma iluminação natalina para reforçar o espírito do Natal. Há também queixas sobre a falta de shows para as festas de fim de ano, pintando um quadro de uma cidade que, apesar de sua rica história, parece estagnada sob a atual gestão. Em meio a esses relatos, o aniversário de Luziânia levanta debates sobre o que realmente há para celebrar, pressionando por respostas e ações concretas da administração local.

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