De acordo com dados divulgados pelo Cepea em 21 de novembro de 2025, a relação de troca entre suíno vivo e farelo de soja alcançou em setembro o ponto mais vantajoso para os suinocultores paulistas nos últimos 20 anos. Esse cenário favorável refletiu uma combinação de fatores econômicos que beneficiaram o setor, permitindo que os produtores obtivessem mais farelo de soja por unidade de animal vivo comercializado. O Cepea, centro de estudos avançados em economia aplicada, destacou que essa melhoria representou um alívio significativo para a cadeia produtiva, em meio a desafios persistentes no agronegócio brasileiro.
Entretanto, a partir de outubro, os preços do derivado de soja começaram a registrar leves aumentos, o que inverteu a tendência positiva e comprometeu o poder de compra dos suinocultores. Esse contexto de elevação gradual nos custos do farelo de soja tem impactado diretamente a rentabilidade do setor, tornando as operações mais onerosas e pressionando os produtores a ajustarem estratégias de gerenciamento.
Neste mês de novembro, a relação de troca de suíno vivo por farelo de soja já se configura como a pior registrada no segundo semestre, conforme apontado pelo Cepea. Essa deterioração reflete as flutuações do mercado de commodities agrícolas, influenciadas por variáveis como oferta global de soja e demandas internas por ração animal. Os suinocultores paulistas, que dependem fortemente desse insumo para a alimentação dos rebanhos, enfrentam agora um ambiente menos propício, o que pode demandar intervenções setoriais para mitigar os efeitos sobre a produção e os preços ao consumidor final.