O empresário Ruy Barboza Neto foi preso após dirigir embriagado e causar um acidente fatal em São Vicente, no litoral de São Paulo, que resultou na morte de três mulheres. O incidente ocorreu no dia 9 de novembro, na alça de acesso que liga o km 68 da Rodovia dos Imigrantes à Avenida Capitão Luiz Pimenta. Segundo o boletim de ocorrência, Ruy perdeu o controle do Audi Q5 ao fazer uma curva, ultrapassando o limite da via, passando por cima de um córrego e colidindo com uma árvore, o que fez o veículo cair em um canal e ficar submerso. As vítimas foram Geovana Ramos Reis, de 26 anos, Vitória Gomes Maximino da Silva, de 22 anos, e Bianka de Braz Feitoza Pinto, de 25 anos. Uma sobrevivente, uma cabeleireira de 22 anos, relatou à polícia que percebeu sinais de embriaguez no motorista, que dirigia em alta velocidade, e conseguiu escapar por um buraco no carro após a entrada de água.
Ruy admitiu ter consumido dois copos de cerveja antes de assumir o volante, após sair de um festival na casa noturna Rocket Sea Club. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas um exame clínico no Instituto Médico Legal confirmou o estado de embriaguez. O empresário afirmou considerar Geovana como prima, por terem crescido juntos, e disse que deu carona às outras mulheres a pedido dela, sem conhecê-las previamente. Detalhes do veículo revelaram airbags estourados, rosas e uma pelúcia no interior, capturados em imagens pela TV Tribuna.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia, e um pedido de habeas corpus foi negado pelo relator Flavio Fenoglio, que considerou a decisão devidamente fundamentada. O caso, que repercutiu nacionalmente, destaca questões sobre a aplicação de leis de trânsito e a responsabilização por homicídios culposos em contextos de embriaguez, com implicações para debates políticos sobre segurança viária e justiça criminal no país.